Tuesday, March 13, 2007

O nascimento do Dogma 95

A 13 de Março de 1995 nasce pelas mãos dos cineastas dinamarqueses Lars von Trier e Thomas Vinterberg, um manifesto que viria dar origem a um novo movimento cinematográfico.
Mais do que uma preocupação estética de descobrir novos planos, o manifesto Dogma 95 pretende dar passos para uma democratização da produção cinematográfica. Os baixos custos de produção e realização permitem assim massificação da realização destes filmes, sendo um contraponto com a grande Indústria Cinematográfica amorfa na sua liberdade de ideias, impondo os seus próprios ideais.
Sendo por isto alvo das mais várias críticas por parte desta Indústria, acusando-o de ser ditatorial e de ser capaz de promover e transmitir "outras" ideias.

Assim num contexto em que grande parte das produtoras cinematográficas servem o que são os interesses do Capital, deturpando factos e criando o bloqueio ideológico, a possibilidade do proletariado poder produzir os seus produtos cinematográficos, assume um interessante papel de divulgação do ponto de vista da classe trabalhadora.


As regras do Dogma 95 ou Voto de Castidade

.Não filmar em estúdio
.Não usar adereços de cena
.Não gravar som separado da imagem
.Não colocar a câmara num suporte
.Filmar em cor sem utilização de iluminação especial, sem filtros ou tratamento óptico, sem acção superficial (homicídios, armas, etc)
.No tempo presente (sem "alienação geográfica e temporal")
filmes de género estão proibidos
.O formato é Academia 35mm (o formato clássico, praticamente idêntico ao da TV)
.O realizador não pode ser creditado


The Advanced Party (regras acrescentadas em Fevereiro de 2005)

.A gravação deve ser feita em formato digital
.As filmagens não podem ultrapassar o prazo de 6 semanas
.O custo total do filme não pode ultrapassar a quantia de um milhão de libras esterlinas

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